quarta-feira, 1 de maio de 2013

AVISOS DE RECAÍDA NA RECUPERAÇÃO








 As fases e sinais de aviso de recaída -

 (sintomas de disfunção externas e internas) 




Em 1973, um dos meus gurus, Terence Gorski não imaginava que seu livro "Permanecer Sóbrio - Um guia de Prevenção à Recaídas" seria usado ainda hoje. Infelizmente do mesmo jeito que foi escrito em uma época em que as drogas da moda eram o LSD, a maconha e o álcool que não era considerado como droga.


 Então várias clínicas dissecaram partes do livro que falam em PPR. Os tempos mudaram, as drogas são mais pesadas e o traficante não é mais o pipoqueiro da esquina. Eu tive acesso a esse trabalho muitos anos atrás e o reescrevi fazendo uma compilação, mantive os títulos mas o conteúdo está diferente. 

Em breve vou juntar tudo, porque falta muita coisa minha também e montar um ebook para acesso. Algumas apostilas vou distribuir por download assim que o blog ficar novo, novo template com opção de download, newsletter e outras coisas.

 Estou postando apenas PPR. Mas depois vou voltar um pouco para falar como prometi na postagem: "Recuperação Parcial" sobre o gráfico dos pontos de estrangulamento que está dentro do PPR também e para isso vou voltar mais ainda para o "Modelo de Recuperação Evolucionário", pois estão todos interligados. 

Mas agora vamos com o PPR porque esta parte dos sinais é muito longo. O processo de recaída leva quem está em recuperação a sentir dor e desconforto sem usar. Gorski fez um estudo usando 118 adictos em recuperação e todos tem quatro coisas em comum:
 1. Completam um programa;
 2. Admitem que estão em recuperação e não podem usar com segurança; 
3. Tiveram alta com a consciência de continuarem sóbrios com AA e atendimento profissional;

 4. Então voltaram a usar mesmo com seu compromisso inicial. Nesses estudos identificou 47 sinais e os dividiu em 11 fases que vamos tratar agora.


Abraços a todos. 
César Augusto Pereira

domingo, 14 de abril de 2013

O Envolvimento da Família na Prevenção



- O Envolvimento da Família Final– 


             Imagine um iceberg, uma parte está fora da água, porém a maior parte dele está embaixo dela e com várias pontas. Agora imagine que cada ponta é um membro da Família.
Quando a que está acima da linha do mar (o adicto) é removida, o iceberg tem que girar em seu eixo para ter equilíbrio e outra ponta surge, é outro membro da Família que tem algum tipo de problema. Ele vai negar que tem algum problema, mas tem, caso ele admita e se trate o iceberg vai girar novamente e outra ponta vai aparecer, é outro membro.
E assim vai acontecendo até o iceberg ficar redondo, sem nenhuma ponta. A família está tratada e agora tem um programa para seguir. Isso vai diminuir e muito o risco de recaída porque todos estão preparados para ajudar da forma correta.
Os co-dependentes se trataram, não precisam mais de um bode expiatório em quem jogar a culpa cada vez que algo dá errado. Todo mundo tem problemas, alguns mais e outros menos. Alguns têm comportamentos compulsivos que interferem na harmonia do lar.
Os familiares podem ser aliados poderosos na prevenção da recaída, quando estão envolvidos no PPR um dos focos é colocado na Co-Dependência e no seu papel na recaída da família (emocional). Eles devem ser ajudados a reconhecer sua parte da doença e ficar envolvidos ativamente no seu tratamento. Assim podem ajudar o adicto e muito a se manter em recuperação com qualidade de vida transformado em um novo ser.

César Augusto Pereira

sexta-feira, 12 de abril de 2013

ATUALIZE SEU PLANO DE PREVENÇÃO PARA DAR CERTO



Seguimento em Atualizar seu Plano de Prevenção -

O PPR deve ser compatível também com o programa da família, se ela estiver fazendo um porque muitas não fazem. Deve se tornar um hábito. Temos que adquirir o hábito de praticar o programa de prevenção. É preciso revisar e atualizar os programas de tempos em tempos regulares e prestar atenção em reconhecer novos problemas (sinais e sintomas que ameaçam a sobriedade).

O PPR deveria se tornar parte e integrar a recuperação, ao menos na metade do tratamento (já e disse isso e repito) com treinamento e reconhecimento dos sinais e sintomas que todos têm. A consequência disso vai ser uma sobriedade confortável e a garantia de que se tem um reconhecimento de recaída, que se podem identificar os próprios sinais e que tem um plano de ação para não permitir que estes se desenvolvam, aqui terminamos com os nove passos do Programa de Prevenção à Recaídas que você vai trabalhar daqui em diante. Aqui terminamos esta parte. Mas tem a próxima que é muito importante. A família.


- O envolvimento da família –
Em grande parte dos casos o adicto é o primeiro membro a perceber que está descontrolado e precisa de ajuda. A não ser nos casos do crack em que as coisas começam a sumir, a família entra em desespero e quer ajuda, mas grande parte das vezes não consegue porque some.

 Mas as maiorias dos familiares recusam o fato de que eles têm um problema e que precisa de tratamento especializado. Acreditam que é só parar de usar, que ele é apenas um sem vergonha. Esses membros da família negam seu papel na família dependente jogando seus problemas pessoais e familiares no adicto.

Ele é o bode expiatório, tudo acontece por causa dele. Desenvolvem expectativas irreais de como tudo vai melhorar com a abstinência, e, quando não são alcançadas agridem o adicto pelo fracasso, embora ele esteja fazendo seu programa de recuperação com sucesso. Mas continuamos na próxima postagem.